quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Escutava-me com o coração...


Escutava-me com seu coração,
Num estado livre de conflito, e pura admiração.
Seus olhos percorriam minha boca,
Descendo livremente até o ventre...
Eu não o compreendia, mas sentia,
Ele ia em direção ao seu desejo...

Vagamente eu sabia o que ele estava dizendo,
E percebia essa verdade,
De nos encontrarmos com a finalidade da vida,
Deixamo-nos ficar em silêncio,
Num reconhecimento de amor e liberdade...

Transformado o momento em respiração ofegante,
Ficamos extremamente próximos e fluídicos...
Assim nos encontramos, etéreos...
Transcendendo o desejo trivial da vida
Numa imensidão subconsciente,
Com gosto de amor imensurável...