sábado, 4 de abril de 2009

Coração, diga-me...





Como você entrou em minha vida?
Como fez de sua chegada breve partida?

Como raptou meus sentimentos
Sempre tão livres de quaisquer despedidas?
Agora ouço sua voz,
Comovendo-me,
Seduzindo-me num longo beijo...
Flutuo...
Diga-me, como me fez sonhar?
A cada momento fico mais frágil...
Como passei a fazer parte do seu sonho?
E você do meu?
Diga-me...
Porque eu sei poucas coisas
sobre esse amor...
Quero fazer essa viagem...
E tocar sua mão...
Quero essa verdade,
Não me perca na estrada da ilusão..



terça-feira, 31 de março de 2009

The last time I saw you...


Coming back from Paris on the train
I really didn't care if the journey took all day
Try to turn the pages of my magazine
Whilst trying to keep a hold of your hand annd
Ordering a coffee that I wouldn't ever drink
Just to keep you and Paris on my mind
Just to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
At Waterloo we went our separate ways
When I got in my cab
I didn't turn and wave
I didn't go to workJust went to bed
Trying to keep you and Paris on my mind
Trying to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
I phoned your office this afternoon
They said they hadn't heard anything from you
It's been seven days without a word
I have to keep you and Paris on my mind
I have to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
Going back to Paris on the train
Raining and without you it's not the same
I have to do this journey one more time
Just to keep you and Paris on my mind
Just to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you

...


(Paris-Dido)

segunda-feira, 30 de março de 2009

O silêncio na fonte do amor...



O sonho às vezes me abandona,
Pois dele não aprendo a partir,
É o perfume do meu único jasmim...
As lágrimas me ferem a alma,
E fazem silêncio na fonte do amor...
Assim vão morrerendo todas as palavras,
Não há borboletas, nem flores,
Não há versos, nem mesmo rancores...
Eu vou ao mar recolher um pouco de mim...
Existirá algum pôr-do-sol
Que com seus raios ,
Cobrirá eternamente meu coração...



domingo, 29 de março de 2009

O mar que habita meu coração...



Eu tenho uma visão infinita do meu mar azul,
Lembranças de sentar na areia
E recolher os restos de um castelo,
Enfim, desabitado...
De sentir a espuma das ondas e esperar,
Que suas ondas brancas me tragam as rosas
Ainda perfumadas, colhidas num jardim distante...
A espera do amor que não veio,
Das chegadas e partidas prometidas...
E beijos quentes neste mar gelado...
Eu tenho um mar azul imenso
Que habita meu coração...
Eu fecho os olhos, e o amor se cala
Às verdades que não posso ver...
Eu tenho uma dor profunda,
Que percorre o azul até chegar ao céu,
E na linha do horizonte morre...
Eu juntei conchas perdidas,
Na esperança de encontrar-te, amor...
Eu vi a as ondas se formarem,
Sem certezas e sem respostas,
Sem saber por que neste mar azul,
Formou-se uma tempestade atroz.




quinta-feira, 26 de março de 2009

Vejo melhor os rios quando vou contigo




Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentada a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza!
Trouxeste-me a Natureza para perto de mim,
Por tu existires vejo-o melhor, mas o mesmo,
Por tu me amares, amo-o do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-no mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou...


Alberto Caeiro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Em ti, um pouco de mim...



Quando sentiste minhas mãos acariciando as tuas,
Guardaste contigo o perfume que fluidificou no ar...
São os meus sinais presentes,
Na imagem que vês quando tocas o espelho...
Mas quando a tristeza invade o teu olhar...
E fechas os olhos,
Flutuas, como o vento , ao acaso...
O mesmo vento que traz lembranças...
Guarda todos esses vestígios.
Talvez um dia o conceito que tens
de minha alma,
Encontre em ti , um pouco de mim...
E quando sentires saudade,
Procura-me em minha poesia...

...


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Você, em meu coração...






Muito além da distância eternizada em mim,
Você, em meu coração, é vida desafiante, e fez-se partida...
Eu, em sua obstinação, sou vida lúdica, fiz-me poesia...

Seu olhar me espreita num jogo avassalador,
Sou sua presa fugitiva, misto de mulher e amor...

Eu adormeço em nuvens com os anjos insolentes...
Seu ser acorda de sonos inconsequentes...
E nos amamos entre lágrimas, inocência e perdão...

Você, consciente do sonho, cria sua própria inspiração,
Faz do seu norte luz, desejo e divagação...
Eu, inconsciente por amor, fluto no beijo da canção...

E tudo é o todo, para que nos conheçamos,
Para que a vida se faça presente,
Para que não venhamos a sucumbir
Diante da sensação de posse e desejo,
Como almas oprimidas sob o silêncio ...
E à descrença do próprio amor...

Não prendamos, agora, a respiração,
Diante do ar que vai passando,
Para que possamos ir mais além,

Rumo à inevitável transformação...
Tal como um vôo noturno,

Em que o amor se faz dádiva de iluminação...