segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lembranças...







Sua lembrança inunda-me com doçura,
com ares de uma visita bem-vinda
de algo, não descoberto , ainda...
Mas acertando-me profundamente o coração...

Livre e puro de espírito,
desprende-se do tempo e do espaço
E, assim, vive à medida do acaso...
Ora triste ora agitado, passeia em mim
como um raio luminoso e esguio...

E as mãos de doces afagos
nos meus sonhos, estendem-se em abraços ...
Eu sinto em seus gestos a leveza...
E todas as ondulações de sua alma
vão, das dúvidas, à euforia das certezas ...

E quanto a mim, só um doce desejo...
Hoje, enfim,dor sufocada
Que guarda apenas um segredo
O leve perfume da rosa
E a lembrança daquele beijo...


........

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Diante dos meus olhos




Diante dos meus olhos carentes,
Um silêncio observador invade as janelas da alma
E suponho que possa ser o amor...
Ele dança no palco do seu jogo criador.
Enquanto minha certeza expressa-se em sensações...
Como poderei abraçá-lo além do sonho,
Se há dúvidas cruéis que o fazem vacilar?
É tarde e ele invade meu coração.
Diante de todas as coisas nada sei...
Mas entendo que é possível inebriar-se da sua magia...
Quero apenas luz para renascer consciente...
Porque é inevitável a dádiva do seu merecimento,
Mas que seja dele a escolha em seu silêncio,
E que seja profundo, porque as águas são densas
E meus desejos não são deste mundo ...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Guardo em meu coração







Guardo em meu coração
O teu sorriso e o teu olhar questionador...
Levo comigo o amor em resposta,
A carta jamais escrita, mas, sim, vivida...
O sonho desconexo e disperso pela dor...
Eu volto no tempo em que as lições
Fizeram de nós dois, pequenos aprendizes...
E que por carência viemos a sucumbir
A nós mesmos, por medo...
Na distância, no silêncio, nas noites sem sono,
Fizemos nosso ninho redentor...
Somos pontes, mãos e abraços...
Somos os beijos das manhãs iluminadas,
As noites nuas e loucas...
Então corremos no jardim dos sonhos,
Enquanto navegamos,
Enquanto nos sentimos
E esperamos,
O que não tem começo
Nem fim...

sábado, 4 de abril de 2009

Coração, diga-me...





Como você entrou em minha vida?
Como fez de sua chegada breve partida?

Como raptou meus sentimentos
Sempre tão livres de quaisquer despedidas?
Agora ouço sua voz,
Comovendo-me,
Seduzindo-me num longo beijo...
Flutuo...
Diga-me, como me fez sonhar?
A cada momento fico mais frágil...
Como passei a fazer parte do seu sonho?
E você do meu?
Diga-me...
Porque eu sei poucas coisas
sobre esse amor...
Quero fazer essa viagem...
E tocar sua mão...
Quero essa verdade,
Não me perca na estrada da ilusão..



terça-feira, 31 de março de 2009

The last time I saw you...


Coming back from Paris on the train
I really didn't care if the journey took all day
Try to turn the pages of my magazine
Whilst trying to keep a hold of your hand annd
Ordering a coffee that I wouldn't ever drink
Just to keep you and Paris on my mind
Just to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
At Waterloo we went our separate ways
When I got in my cab
I didn't turn and wave
I didn't go to workJust went to bed
Trying to keep you and Paris on my mind
Trying to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
I phoned your office this afternoon
They said they hadn't heard anything from you
It's been seven days without a word
I have to keep you and Paris on my mind
I have to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you
Going back to Paris on the train
Raining and without you it's not the same
I have to do this journey one more time
Just to keep you and Paris on my mind
Just to keep you and Paris on my mind
I didn't know it would be the last time
The last time I saw you

...


(Paris-Dido)

segunda-feira, 30 de março de 2009

O silêncio na fonte do amor...



O sonho às vezes me abandona,
Pois dele não aprendo a partir,
É o perfume do meu único jasmim...
As lágrimas me ferem a alma,
E fazem silêncio na fonte do amor...
Assim vão morrerendo todas as palavras,
Não há borboletas, nem flores,
Não há versos, nem mesmo rancores...
Eu vou ao mar recolher um pouco de mim...
Existirá algum pôr-do-sol
Que com seus raios ,
Cobrirá eternamente meu coração...